A quimioterapia é uma das formas centrais de tratamento de vários tipos de câncer, mas pode acarretar ainda hoje inúmeros efeitos colaterais, tanto durante quanto no pós tratamento. Hoje inúmeros estudos científicos nos trazem fortes evidências que a prática de exercício físico, de maneira personalizada durante a quimioterapia, pode ter impacto positivo em alguns dos efeitos colaterais e melhoram a função e disposição geral do indivíduo. Estes são alguns exemplos:

– O exercício pode reduzir o sintoma de fadiga e melhorar sua gestão. Mesmo o exercício de baixa intensidade pode ser tão eficaz quanto os de intensidade mais alta, porém precisamos incluir também o treino de força muscular!

– Pode atenuar os sintomas de neuropatia periférica relacionados ao tratamento. Exercícios regulares que incluem os aeróbicos, de resistência e de equilíbrio, podem modificar tanto a intensidade quanto a prevalência desses sintomas.

– Pode ajudar a manter a aptidão física e cardiovascular durante o tratamento. Ou seja, os pacientes que realizam exercícios físicos durante a quimioterapia sentem menos os efeitos colaterais da quimioterapia, e também os auxilia a se manter ativos fisicamente no seu dia-a-dia. Assim, aquelas atividades diárias muito comuns como carregar crianças, fazer compras ou até subir uma escada, não parecem tão desafiadoras.

– O exercício reduz ainda o risco de outras doenças como o diabetes e a hipertensão.

– Melhora a performance e conclusão do tratamento oncológico, ou seja, os pacientes que realizam exercícios físicos durante a quimioterapia, conseguem realizar o plano de tratamento proposto com menores intercorrências.

– O exercício reduz o risco de morte. Níveis mais altos de atividade física pós-câncer estão associados a maior sobrevida.

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