O número de pessoas que passaram pela experiência do câncer ou estão convivendo com a doença de forma crônica está crescendo mundialmente. Estas pessoas enfrentam muitos desafios relacionados à saúde como resultado direto da própria doença e de seus tratamentos, experimentam declínios no funcionamento físico, com impacto direto na qualidade de vida e do bem-estar físico e emocional. Diante destes desafios o Colégio Americano de Medicina Esportiva realizou uma mesa redonda de especialistas de várias partes do mundo para discutir o tema em 2010 e atualizaram suas conclusões e diretrizes de saúde pública em 2018. A seguir elencamos as principais conclusões:

▪️ Que os sobreviventes de câncer podem participar de programas de treinamento físico de forma segura e na medida suficiente para restaurar o funcionamento físico e a aptidão (fitness).

▪️ Indicação de no mínimo 150 min por semana de atividade aeróbica, dois ou mais dias por semana de treinamento de resistência e alongamento diário dos principais grupos musculares.

▪️ Deve-se realizar testes específicos de exercício e adaptações do programa de exercícios com base no estado de saúde, no câncer e efeitos colaterais relacionados ao tratamento.

▪️ Que todos os sobreviventes deveriam “evitar a inatividade”.

▪️ Temos níveis altos de evidência mostrando que doses específicas de treinamento aeróbico, resistência e a combinação de ambos, podem melhorar os sintomas relacionados ao câncer de: ansiedade, sintomas depressivos, fadiga, funcionamento físico geral e linfedema

▪️ Niveis de evidencia moderada: saúde óssea, qualidade do sono

▪️ Outros sintomas como como neuropatia periférica, cardiotoxicidade, funcionamento cognitivo e prevenção de quedas, náusea, dor, função sexual, tolerância ao tratamento ainda não existem evidências suficientes de recomendação.

A Prática de atividade física regular melhora sim a qualidade de vida mais pesquisa são fundamentais para esclarecer estas questões.

 

 

Referência: Exercise Guidelines for Cancer Survivors: Consensus Statement from International Multidisciplinary Roundtable 2019 by the American College of Sports Medicine. http://www.acsm-msse.org

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