A atividade física tem sido associada a reduções semelhantes no risco de câncer de mama entre mulheres na pré e pós-menopausa.

Muitos estudos mostraram que mulheres fisicamente ativas têm um risco menor de câncer de mama do que mulheres inativas. Em uma metanálise de 2016, que incluiu 38 estudos de coorte, as mulheres mais ativas fisicamente tiveram um risco de câncer de mama 12 a 21% menor do que aquelas que eram menos ativas fisicamente (7). A atividade física tem sido associada a reduções semelhantes no risco de câncer de mama entre mulheres na pré e pós-menopausa (7, 8). Mulheres que aumentam sua atividade física após a menopausa também podem ter um risco menor de câncer de mama do que as mulheres que não o fazem (9, 10). Um dos mais comuns efeitos colaterais do tratamento do câncer de mama é o linfedema, afetando aproximadamente 21% das pacientes.

Por isso precisamos falar muito de prevenção! O risco de desenvolver linfedema varia bastante e vai depender do tipo e extensão da cirurgia e de tratamentos como a radioterapia. O Colégio Americano de Medicina Esportiva desenvolveu diretrizes de exercícios para sobreviventes de câncer, sugerindo que o treinamento físico é indicado como medida de prevenção e tratamento do linfedema. As terapias por meio de exercícios foram consideradas seguras, porém desde que realizado após uma avaliação prévia e com acompanhamento por um profissional qualificado, que indique as melhores modalidades de exercício e sua evolução e progressão de maneira individualizada.

O tratamento do linfedema sempre exige um conjunto de modalidades terapêuticas, onde o exercício é um componente muito importante. A terapia aquática é frequentemente utilizada na terapia de exercícios para tratar edemas e linfedemas, já que utiliza os princípios do ambiente aquático durante a imersão (empuxo, pressão hidrostática, a resistência da água, a temperatura) para estimular o sistema circulatório. Vale lembrar que a hidroterapia, hidroginástica e a natação podem auxiliar muito o controle de edemas e do linfedema, desde que praticadas com a frequência, segurança, progressão e intensidade adequada.

Algumas modalidades aquáticas são menos conhecidas como a Ai Chi, uma atividade de ritmo lento e uma sequência de exercícios aquáticos com o objetivo de relaxar, controlar a dor, equilibrar o organismo e a Terapia ALT (terapia linfática aquática) composta também de exercícios lentos associados a sequências de automassagem realizadas em grupo.

Então, por que não aproveitar esta época do ano para experimentar os benefícios da terapia aquática?

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